segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pérolas aos porcos: meu jogo favorito

Se eu compreendesse menos, essa sensação de tristeza estendida seria amenizada.
Eu ficaria concentrada numa raiva, ou no que aconteceu e não pensaria em mais nenhuma possibilidade real.
A razão nao é real.
Vamos jogar com as cartas do baralho. Dama, Valete. Os reis que se matem!
Vamos jogar de acordo com as regras do orgulho, sem sorrir, sem dar o braço a torcer, sem gostar. Jogar pra ser jogado, largar para ser amado.
Sem pressa, sem motivo.
Nada disso me interessa.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

só pra mim

vai ficar só pra mim.
vou contar pra mais ninguém
a Alegria que me dá em te ouvir
mudando o tom de voz
pra falar mansinho comigo.
Ih, contei!

terça-feira, 26 de abril de 2011

ainda

Pego o papel da lembrança,
molhado com algumas recordações
esparramadas pelo chão
espumas sutis, frágeis histórias

Em pequeninos pedaços, lá estão eles
todos misturados num só bloco
grudados pelas bolhas
dentro do guarda-confete

Retiro silenciosamente cada pedaço
desse carnaval estrelado
Revelo a verdadeira brincadeira

Já estamos na páscoa
e eu ainda penso
na quarta de cinzas


quinta-feira, 10 de março de 2011

nós

"Naquela tarde, nos entreolhavamos como dois amantes de vidro, sem poder quebrar"
Quebrar o pacto, o ato, a decência que há na decadência do nós.
Sem quebrar o pulso na luta entre a razão e..
Bem, entre a razão e outras bobagens quaisquer.

Despedaçou.



terça-feira, 8 de março de 2011

é verdade

Por trás de toda timidez, há verdade.
Porque é com um olhar tímido e com gestos tímidos que se diz verdades.
Aquela dita com estupidez é falsa, e aquela que vem rapidamente, pode-se desconfiar: ou foi arquitetada, ou é estúpida de conteúdo. Não tem bagagem.
A verdadeira verdade é aquela que não se fala.



quinta-feira, 3 de março de 2011