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terça-feira, 16 de agosto de 2011

E já era hora.
Tantas vezes infeliz, tantas vezes calada. Tantas vezes lembrando que até me esqueço de como era quente o latejar das veias a espera de um coração.
Demorados dias se passaram até esse inverno. Calo, espero, tento, envergonho, fragilizo. Pulso. Ainda aqui.
É olhar e perceber, agir e não compreender. Perguntas já não bastam mais, vamos para outra casa, mudar de ar, conhecer a esfera de outras vidas, as viagens tão esperadas..
Uma folha pisada ainda vale, seu abraço ainda esquenta e eu ainda sinto - muito.

I'm the rainbow in your jail cell
All the memories of
Everything you've ever smelled
Not alone, I'll be there
Tell me when you wanna go

quarta-feira, 29 de junho de 2011

sobre isso aqui.

Vivemos num eterno paradoxo.
De um lado o sol, radiante, tempestuoso
Soprando suas brisas quentes que arrepiam
e inspiram um profundo conforto

De outro, a lua
que nos puxa bem pertinho dela para questionar.
Para lembrar que o verdadeiro calor é o que vem
do mais íntimo interior humano, dormindo entre as sombras

Ah, lua! Não me venha com essa
de me confundir quando o sol me ilumina

Eu sei tudo sobre esse amor,
só espero a noite chegar.