Enfim, todas as portas se fecham. Se fecham e não abrem mais, por hoje.
E o que era estabilidade desestabilizou, virou do avesso, esfarelou. E até que se prove o contrário, essa é a realidade.. Que pena.
Sim, esse é um texto bundado, como eu gosto de dizer e minha mãe me corrige dizendo que essa palavra é feia. Trabalhei tranquila até e quando chego em casa, cabum! A linha reta se entorta e não quer nem saber se eu me perdi nela, ou se tracei a meta mesmo assim. Foda-se a métrica e que as boas maneiras sejam bem vindas lá no uzbequistão, porque daqui elas já partiram faz tempo.
E quem não gostar disso aqui, que vá embora.
Tento não reclamar para os amigos, pra não ser a reclamona da galera; não falo nada para minha família, se não já querem me indicar para um psiquiatra e não tenho cachorro pra chutar. Vai por aqui mesmo.
Eu quero saber quem inventou a solidão, pra que essa pessoa aprecie sozinha o prazer de ser inteiramente picada por aquelas formiguinhas bem pequenas e não ter ninguém com quem contar. B*sta de mamute!
E não é esse o principal motivo; há pelo menos um dia no mês em que os bípedes e quadrúpedes (com o ultimo é quase o ano inteiro) me irritam e eu tenho profunda vontade de dormir o dia todo pra ver se passa.
E não me venha com essa história de TPM. Meus hormônios já dão trabalho suficiente.
e antes que eu me esqueça, vá dormir.
Ass.:
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
nan-
carvão
água
desestabilizadamente
atraídos; cola. Forma
tinta preta
desenha um poema para mim?
-quim
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
uma dúvida, meu senhor
No final das contas, percebemos que se colocarmos tudo numa balança, há mais dores que amores.
E as flores, como é que ficam?
Rabisquei um destino que foi borrado por uma outra tinta, que não a minha, nem a sua.
E a rua, como é que fica?
Tomamos goles e mais goles de "eu-sei-de-mim", mas as mãos se encontravam sem querer.
E o anoitecer, como é que fica?
Culpamos o tempo, a estadia, a covardia, o frio e a moral. Que bela cena!
E a novena, como é que fica?
Escrevemos a nanquim, para que fique bem registrado "Aqui jaz um amor de outras vidas".
E essa, como é que fica?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
O presente
Repare
Sinta o vigor da minha pele
ela exala vida!
Fixe no sorriso desenhado pelos pincéis de Afrodite
Não deixe de notar
Que gracejo mais,
Rio das falhas, porque elas me molham
Assim como a ti!
Depois desta tua viagem, meu senhor
A Terra transferiu suas rotas
para que eu pudesse continuar
sem me ferir
Pasme a surpresa:
Gostei.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Poema 12
Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.
Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.
He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto como un viaje.
Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.
Pablo Neruda

terça-feira, 16 de agosto de 2011
E já era hora.
Tantas vezes infeliz, tantas vezes calada. Tantas vezes lembrando que até me esqueço de como era quente o latejar das veias a espera de um coração.
Demorados dias se passaram até esse inverno. Calo, espero, tento, envergonho, fragilizo. Pulso. Ainda aqui.
É olhar e perceber, agir e não compreender. Perguntas já não bastam mais, vamos para outra casa, mudar de ar, conhecer a esfera de outras vidas, as viagens tão esperadas..
Uma folha pisada ainda vale, seu abraço ainda esquenta e eu ainda sinto - muito.
I'm the rainbow in your jail cell
All the memories of
Everything you've ever smelled
Not alone, I'll be there
Tell me when you wanna go
sábado, 30 de julho de 2011
ne me quitte pas
Não há uma única música que traduza um sentimento de amor, apesar da maioria tentar. Não há poesia suficiente para descrever as sensações sentidas pelo amor verdadeiro; seja ele correspondido ou corrompido. Não há garrafa de conhaque que suporte o aperto no peito dos que amam em silêncio. Não há breguice que supere os apaixonados. Não há fogo que acabe com a fome dos amantes.
não há o que deveria haver para mim, em vocêJe t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
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tudibão,
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